quarta-feira, outubro 25, 2017

Caminhos e encruzilhadas



Cruzei suas ruas
Suas avenidas
Seus viadutos
Todas as esquinas

Pulei precipícios
Dancei ao luar
Mesmo sem nunca
Ter aprendido a dançar

Me ajoelhei perdido
Desabei sem pensar
Que caindo perdia
A cor do luar

Percorri as estradas
Que trazes em seu seio
Com a ponta da língua
Senti seu tempero

Andei por aí
Por muito tempo
Os caminhos que percorri
Cantei num lamento.

Nos encontramos
Numa encruzilhada
Cantei minha canção
A beira da estrada

Você se foi
Você sempre se vai
Eu acelerei
Sem olhar pra trás

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Achei este pequeno poema salvo numa nota de Evernote, escrevi hoje as duas últimas estrofes, por achá-lo um tanto inconcluso...

terça-feira, agosto 29, 2017

O Último Amigo





Eu estou tão feliz por que encontrei um amigo. Então não venha com desculpinha, preocupado comigo. Na hora que precisava vocês não estavam aqui. Agora o encontrei na hora do desespero. Ri quando eu rio, chora quando eu choro, gesticula para me responder, sem falar uma palavra! Vou fumar meu cachimbo, sentar no meu quarto e olhar o espelho... alguns minutos depois ele vai aparecer, com minhas feições e roupas. Sim, eu e ele, eu = ele. O cachimbo faz fumaça no meu quarto e aí que vem a paz ... tudo fica lento, rápido.... tempo passa rápido, mas não passa.... é frio, calor, é  tudo... Ele fuma comigo e soltamos gargalhadas juntos, sempre juntos. Todos os dias ele estava comigo, olhando no mesmo espelho, sendo meu amigo, único amigo de verdade, todos os outros só enchiam meu saco, queriam me separar do meu único amigo! Os dias viraram semanas, semanas viraram meses, meses viraram anos e percebi que cada vez queria mais ele, mas não era a mesma coisa, as gargalhadas viraram desespero. Me questiono: por que te quero tanto? Por que te quero sempre? Por que não tenho mais ninguém além de você? Cadê a minha felicidade? Cadê os outros amigos e família? Foi quando eu percebi que não gostava mais do meu reflexo, meu quarto era vazio... vendi tudo pra tê-lo. Ter algo que mesmo sabendo que não era bom, era necessário... CADÊ? CADÊ? CADÊ? QUERO! QUERO! QUERO! PRECISO! PRECISO! PRECISO de você...  venha de qualquer jeito, apenas sente ao meu lado, deixe o resto do meu quarto com nuvens de solidão e desespero. Venha saborear meus últimos momentos de lucidez ... preciso de você, e você sabe disso. Farei de tudo pra tê-lo novamente... todos os dias... Não... NÃO!!!! Sei que não, mas minha voz sai sim, sempre sim... sempre mais... Minha vida é a sua agora: amante do sofrimento. Não tenho mais felicidade em tê-lo! Então vá! Não... venha! Vá! Não, vocês não entendem, eu não entendo... sim e não ao mesmo tempo.... Vejo o meu reflexo, ele que era meu melhor amigo, agora vejo a idiotice, mas não largo de você. Vá embora (NÃO VÁ!) ...  Me deixe (NÃO DEIXE) ...  

Quebro o espelho, vejo meu reflexo nos cacos querendo sempre mais.... não aguento! NÃO DÁ MAIS! Pego um dos meus reflexos e me corto... É a única solução: meu melhor amigo me matou. Então chorem meus queridos amigos, chorem por aquele que eu fui. Mas sempre lembrem da minha escolha para não repetir. Chorem enquanto o único sinal de vida se vai ... a poça de sangue aumenta ... é o fim que eu tive que escolher, foi meu único ato de lucidez em muitos anos perdidos.  Deixe-me sangrar, deixe escolher ir ... até

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Depois de muito tempo o Han volta a ter um post autoral, novamente da Daniela, desta vez numa tentativa de entender a cabeça de uma pessoa que se perdeu numa droga horrível. Espero que gostem.


sábado, julho 15, 2017

Receita: Estrogonofe na Moranga



Olá, tudo bem? Faz tempo que não escrevo nada aqui no Han (mas podem ler textos meus toda a semana no Novo Nerd), então a Daniela me deu a ideia de postar algumas receitas que eu fizer, então resolvi começar por esta.



Ingredientes:


- 250 gramas de filé mignon picado pequeno (pode ser outra carne de primeira, contra-filé, alcatra, por exemplo);
- 3 tomates italianos grandes bem maduros (pode ser também uma lata de tomate pelado);
- 1 cebola pequena;
- 3 dentes de alho médios;
- 1 pote de requeijão (eu usei sem lactose por conta da Daniela, mas pode ser qualquer um);
- 1 vidro pequeno de champignon (pode ser palmito, caso prefira);
- 1 dose de conhaque;
- 1 moranga pequena;
- azeite a gosto;
- sal a gosto;
- açúcar pra acertar a acidez do molho.

(Caso queira pode usar creme de leite ou creme azedo, mas como já vai requeijão eu não acho necessário)

Modo de preparo:


Primeiro abra uma tampa pequena na moranga, tomando o cuidado de não furá-la embaixo no processo, depois limpe por dentro, retirando as sementes e deixando só o fruto. Separe.

Pegue uma panela pequena ou média, coloque em fogo alto, deixe esquentar e acrescente um fio de azeite (nunca coloque o azeite na panela fria, você perde parte do aroma dele se fizer isso). coloque o filé picado para refogar e espere sair todo o sangue e secar a água que irá se formar no fundo da panela e coloque a dose de conhaque. Em seguida use um fósforo para acender o conhaque e flambar a carne. Não apague o fogo, deixe que ele consuma todo o álcool da dose de conhaque. Coloque a cebola e o alho picados em pedaços pequenininhos. Refogue bem sem deixar queimar e acrescente os tomates picados (ou a lata de tomate pelado), abaixe o fogo, coloque sal, misture, acrescente um fio de azeite por cima e tampe a panela para começar a apurar.

O molho apura quando a água evapora e, usando a gordura do azeite, ele fica na espessura de molho. No caso do estrogonofe o processo é bem rápido porque estamos usando poucos tomates. Assim que perceber que o molho está corretamente apurado (caso não esteja apenas acrescente mais azeite e espere, tomando o cuidado de não deixá-lo grudar na panela) experimente para ver se o sal e a acidez estão corretas, caso o molho esteja ácido acrescente um pouquinho de açúcar para acertá-lo (pode fazer esta correção com ketchup de boa qualidade, caso prefira). Aqui você deve colocar o champignon picado e mexer delicadamente o molho, experimente novamente e - caso esteja equilibrado - desligue o fogo. Reserve.

(Caso você queira colocar creme de leite deve fazê-lo com o fogo desligado para que ele não talhe, a não ser que esteja utilizando creme de leite fresco. Pode acrescentar creme azedo também, caso prefira)

Passe todo o requeijão por dentro da moranga com o auxílio de uma colher. lembre-se de passar igualmente em todo o interior. Na sequência coloque o estrogonofe dentro da moranga (talvez sobre um pouco do estrogonofe, neste caso guarde para completar conforme for comendo) e tampe com a tampa que você fez quando abriu a moranga. Coloque-a dentro de uma assadeira e preencha com dois ou três dedos de água e coloque no forno (pré-aquecido) entre 180 e 200 graus.

O tempo de preparo dependerá do tamanho da moranga e do seu forno, vá conferindo a cada cinco ou dez minutos, estará pronto quando conseguir enfiar um garfo sem muita resistência.

Sirva seu prato com arroz branco e batata palha, pegando o estrogonofe e pedaços da moranga junto.



Acabou ficando uma merda a foto do prato, quando percebi já havia comido tudo :)




domingo, julho 31, 2016

Ruby





Ruby era seu nome. Sua mãe colocou este nome depois de ter visto um filme de madrugada, aqueles filmes não muito conhecidos, que ela nem lembra o título, mas de certa forma a marcou. Mas este detalhe não é importante, suas lindas madeixas castanho avermelhadas que lhe davam sentindo ter esse nome: nesse mar que naveguei encontrei a pedra mais preciosa, o meu rubi! Não pensei que o foco principal seria ela, poderia, mas não é. Ela foi minha musa, musa de um (aspirante) escritor que se apaixonou pela ideologia. Ela foi embora e o que restou foi nossa história. História de um adulto que mais pareceu um bobo adolescente a procura de uma mulher perfeita... (im)perfeita. Quem sabe se misturar com vampiros, bruxos e sabe mais o que poderia ser um best seller! Deixo essa dica para meu caderno de anotações, um futuro texto quando a insônia vier. Mas pra que falar da Ruby se ela não é o centro da história? Ruby foi minha primeira paixão e me transformei para fazê-la ter o mesmo sentimento por mim. Ao tê-la voltei a ser quem eu sou e ao perdê-la me transformei em escritor. Os sentimentos deixados de lado agora viram palavras em textos literários. Ruby foi minha primeira folha de papel, meu novo horizonte... Uma tela em branco pronta para dar novos formatos, inventar novos “eus’’ e novas Rubys. Eu sou seu adeus, Ruby! Agora eu vejo! você é sim o foco principal e sempre será. Não se preocupe, o caderno de anotações está sendo meu notebook, minha insônia é agora. E nossa história será contada. Sem detalhes, sem meus leitores chegarem a ti, minha querida Ruby. Todo escritor tem sua musa, toda historia tem um começo e meu começo é você! ''

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Faz quase um ano que não postamos nada no velho Han! Espero podermos contornar isso e voltar a postar conteúdo de qualidade. Fiquem com esse continho da Daniela.


quinta-feira, outubro 22, 2015

Mentira






Você e ela... ela e você. Agora eu entendo, dessa vez a matemática está errada: vocês duas não são melhores amigas e sim só uma:  você não fala mentira, você é a mentira! Ela entrelaçou no seu corpo e alma; amigas, irmãs, parceiras, cúmplices. Apenas te digo: você vai sofrer, assim como você já fez sofrer outras pessoas, pois quando as pessoas perceberem que vocês duas são a mesma pessoa vão se afastar. Outras consequências virão, aliás já vieram, mas virão mais! Você e a mentira, a mentira e você: a mesma pessoa e minha ilusão. 

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O Han está de volta e - esperamos - desta vez sem longas pausas. Hoje é o primeiro de vários textos seguidos da Daniela que serão publicados, esperamos que gostem.

domingo, julho 12, 2015

Adeus Sr. Iwata




Quando li a noticia hoje de que Satoro Iwata havia morrido fiquei muito triste. Quem me conhece ou mesmo acompanha o Han sabe que eu sou muito fã da Nintendo e Iwata era o presidente da companhia desde 2002. Mas não é só por isso, isso é o de menos. Iwata era uma figura incrível e muita gente não sabe das coisas que ele fez antes de ser presidente da Big N.

Iwata começou como programador da Hal Laboratory onde fez seus trabalhos mais importantes. Foi co-desenvolvedor do Kirby, programou o clássico de Nintendinho Baloon Fight (até hoje uma das melhores experiências multiplayers dos games) e programou praticamente do zero o clássico alternativo de SNES, Earthbound e só por isso já mereceria ter seu nome pra sempre na história.

Iwata era um mágico da programação, ele mexia nos códigos e conseguia chegar à resultados fantásticos que mais ninguém conseguia. Quando a Game Freak estava fazendo Pokemon Stadium foi Iwata que conseguiu transpor os códigos de Pokemon Red direto pro Nintendo 64, sem ajuda nenhuma e em uma semana! Quase todo mundo concorda que Pokemon Gold/Silver são os melhores de toda a franquia, mas o que pouca gente sabe é que a Game Freak não conseguia colocar o continente de Kanto no jogo, somente o de Johto (o que tornaria a experiência muito inferior), Iwata foi lá e fez a sua mágica, comprimindo o código e fazendo caber os dois continentes no jogo.

Depois de presidente Iwata enfrentou momentos muito difíceis, a era Game Cube e os tempos atuais, onde a Nintendo sofre algumas quedas de rendimento, mas também esteve a frente do melhor momento da empresa, quando ela liderou sozinha o mercado de consoles de mesa com o Wii (uma grande revolução) e portáteis, com o mega hit que foi o DS. E poucas pessoas se lembram que quando a situação esteve pior dentro da Big N, com a empresa não atingindo lucros no ano fiscal, ele cortou o próprio salário pra evitar demissões de funcionários. Iwata foi grande em tudo que fez e era também um grande sujeito. Descanse em paz mestre Iwata!

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Um post um pouco diferente, mas necessário.

terça-feira, junho 16, 2015

Até Quando?




Escrevo no intuito de desabafo, não sei nem se essa carta será lida. Escrevo um pouco em forma de vingança, pois ainda tenho muito no meu coração. Escrevo porque você foi e sempre será o amor da minha vida, mas quero deixar claro que mesmo meu sentimento ainda vivo, não te quero mais! A garota que te amou, ainda te ama de um outro modo, e ninguém terá tais sentimentos por você como eu tive, ainda tenho. Já perdi familiares e amigos queridos, já tive viagens maravilhosas, mas você, alias sua perda, é o meu marco divisor. Passado, presente e futuro.... Quem eu fui, quem eu sou, quem eu serei.... Eu/você, eu e você, apenas eu.... Não sei quantos anos mais virão para mudar esse futuro, mostrar quem eu serei e ser apenas eu, um eu com peito aperto pra novas experiências. Saiba que novos amores são difíceis de serem construídos, pois ainda vejo reflexo da nossa relação: "ele fazia as mesmas coisas", "nossa como é diferente dele"... E assim minha vida passou, tendo você mais forte que nunca... ainda te amo, mas até quando?
 
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Um dia após o dia dos namorados o Han volta com um texto bem desiludido com o amor! Esperamos que gostem.