terça-feira, março 28, 2006

O que será a poesia? - parte I

Em verdade as rimas importam no começo.
A bem da verdade a métrica para o primeiro leitor, não tem tanta importância,
talvez no ritmo, por ser o leitor resgatado da música.
O leitor-musical gosta do doce sabor da rima:
Se importa, meu coração,
ser assim tão belo,
abandona o meu castelo,
larga a minha mão.
Soa assim mais belo que se escrito sem esses recursos:
Se não sou o que você quer,
SUMA,
Em suma é o que digo a você.
A mente busca o belo no óbvio,
antes de se acostumar, e mesmo de achar,
o belo no inusitado.

* Esse é uma (outra) idéia inconclusa, porém esse poema, diferente do trecho da Antígona, faz sentido só por ele. Espero que tenha ficado satisfatório.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Poema de amor tardio


E então, quando teus dois olhos ( felinos ) cumprirem o círculo,
[que para mim é imortal,
Esse círculo misterioso que esconde toda a tua beleza,
Que encerra em dois pontos, dois traços, mil anos da minha
[perdição,
Então assim estarei completo, admirando tua intangível
[plenitude.
E como uma criança, sorrirei ao encarar teus olhos tão felinos,
E como um adolescente te desejarei ( já te desejo ),
Minha intangível garota complexa.
- Se tão intangível és, como explicas ter atingido meu coração?

* Esse poema foi escrito em 30/10/05 durante uma viagem de ônibus (Bauru-Araraquara) e eu acho satisfatório. Desculpe-me por publicar isso sem te consultar Belinha!!